2019 As mulheres procuram o seu caminho 15 anos mais cedo
Se és do tempo em que viste os teus pais aos 45 anos a começarem a
ter a tão aclamada crise de identidade, que só percebeste o que era anos mais
tarde, então vais poder ajudar-me a provar a minha teoria.
Sou uma trintona, que recentemente começou a sentir o peso da
angústia de não saber bem para onde devo ir, e como devo fazer o meu caminho.
Só agora entendo os meus pais. Aquele caminho esperado, trabalhar das 9 às 17h
e ter um ordenado mil eurista, começa a sufocar-me de formas criativas.
Sinto-me completamente presa a um papel que não pedi e ainda nem
tenho o peso de ainda não ter filhos, de não ser casada ou ter que fazer
"refeições".
Conto comigo, vivo comigo e tiro o máximo prazer de casos fortuitos,
relações duradouras que terminam porque cumprem o seu papel; e de experiências
que me fazem sentir viva. Ainda o ano passado, atirei-me de avião em Évora, e
eu tenho medo de alturas #followyourdreams.
Só agora começo a sentir
que não chega. E porquê?
Tentei não fazer os erros dos meus pais. Vivi toda uma adolescência
cheia de comportamentos espontâneos, cheia de comportamentos de follower e com
algumas epifanias...
Fui para o Curso que quis, e vivi sozinha, para aprender a valer-me
por mim, e, no entanto, há qualquer coisa de monótona e aborrecida na minha
vida.
Até sinto vergonha porque tenho uma vida com tudo...e não me
deveria queixar, mas na mesma falta-me a tranquilidade de saber qual é o meu
caminho.
Observo a geração de mulheres do girl power, das influencers, com
jeito para tudo, para fotografias, para redes sociais, para viagens, para
pesquisas, para inovar...e percebo que esta crise já não é de meia idade; já
não de início tardio de idade adulta, mas sim uma crise de identidade autêntica
das teenagers.
Então e como deves procurar o teu caminho?
Eu tenho orgulho nas miúdas de 11 anos que mostram a sua pureza de
sentimentos e que já me falam em seguir a sua intuição.
Eu aprendo com esta geração que medita, para viver o presente. Que
não quer ter uma profissão fixa e diz que quer ir fazendo o que mais gosta.
Eu sinto-me ultrapassada moralmente por adolescentes que não vão à
escola preocupados pelo ambiente!
Não tenho respostas, mas espero que as minhas primas, sobrinhas e
até estagiárias me ensinem a ser aquilo que têm na sua essência não corrompida.
Who GET'S ME?
Comments
Post a Comment