2019 As mulheres procuram o seu caminho 15 anos mais cedo Se és do tempo em que viste os teus pais aos 45 anos a começarem a ter a tão aclamada crise de identidade, que só percebeste o que era anos mais tarde, então vais poder ajudar-me a provar a minha teoria. Sou uma trintona, que recentemente começou a sentir o peso da angústia de não saber bem para onde devo ir, e como devo fazer o meu caminho. Só agora entendo os meus pais. Aquele caminho esperado, trabalhar das 9 às 17h e ter um ordenado mil eurista, começa a sufocar-me de formas criativas. Sinto-me completamente presa a um papel que não pedi e ainda nem tenho o peso de ainda não ter filhos, de não ser casada ou ter que fazer "refeições". Conto comigo, vivo comigo e tiro o máximo prazer de casos fortuitos, relações duradouras que terminam porque cumprem o seu papel; e de experiências que me fazem sentir viva. Ainda o ano passado, atirei-me de avião em Évora, e eu tenho medo de alturas #followyourdreams. ...
Este tema não é de todo aquele tema fácil de abordar, mas vou-vos dar o meu exemplo, o exemplo de uma mente inquieta, muito sonhadora e algo ansiosa com medo de não estar no seu exponencial máximo... Aos 29, já se passou por algumas relações, alguns engates ou flirts e alguns casos que não vingaram. Até aqui estou igual...o que eu não fazia ideia é que cada vez mais estão tudooo em jogo, ou pelo menos foi com essa sensação que fiquei no último ano da minha vida. Neste namoro, ouvi e senti todas as minhas amigas a dizerem-me "é este", "qualquer dia casas", ou a típica "vais ser uma das casadas, mas eu confio em ti para continuares a fazer parte da nossa equipa". Quando 6 meses depois me apercebo que não era nada disto que se passava, mas sim uma colisão de opiniões, educação e formas de ver a vida diferentes, entrei num estado de hibernação interior. Fiz um off, e mantive-me a navegar numa relação sem satisfação e cada vez com menos alegrias, e...